Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

07
Jan 10

 

            As montanhas e as planícies de Timor, estão cheias de seres invisíveis para a maioria dos mortais, e esses entes influenciam definitivamente a vida dos Timorenses, fazendo parte do mítico que envolve toda esta ilha encantada.
 
            Esses seres invisíveis que tem o nome de Rai Na’in, são os espíritos donos da terra, que tanto se encontram nas árvores seculares que povoam a ilha, como em animais ou pedras, e são respeitados e muitas vezes adorados pelo povo simples e animista.
            A presença dos “Rai Na’in” nas hortas e campos de cultivo de arroz, são uma realidade do quotidiano na vida do agricultor Timorense. Estes espíritos que podem ser bons e maus são homenageados com dádivas pelos camponeses, donos das hortas e várzeas, no intuito de obterem boas colheitas, e no fim da colheita como agradecimento pelas dádivas recebidas.
 
            São estes Rai Na’in que vivem nas profundezas das florestas, e especialmente naquelas mais impenetráveis onde se escondem, que encarnam animais e povoam as árvores centenárias de grandes dimensões, cujas trepadeiras caindo para o chão com a aparência de longos cabelos, nos dão a sensação de que essas árvores são mesmo moradia desses seres.

            Se os agricultores estão estritamente ligados a estes espíritos, que se pode esperar dos caçadores cujas vidas são passadas no meio das florestas, onde caçam especialmente durante as noites escuras? Os animais selvagens saem dos seus esconderijos nessas noites para procurarem o alimento, que não podem ter durante o dia. E é nessa escuridão que os caçadores se deslocam pé ante pé, procurando surpreendê-los com as suas flechas ou as suas azagaias.
 
            Dizem as lendas, que em noites de lua cheia, os Rai Na'in que encarnam os animais selvagens, dançam o tebe, dança tradicional de Timor, em locais para eles sagrados e só ao nascer do sol, tomam de novo a forma desses animais e se despedem até a nova noite de luar.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

  

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 21:33
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