Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

28
Jan 10

 

            Era uma vez uma mulher de Guadalupe, na Graciosa, que ia casar uma filha em poucos dias. Estavam a fazer as cozeduras e, com todos os preparativos, a mulher já tinha gasto muito do pouco que tinha. É que para casar uma filha, são gastos e mais gastos!
            Numa certa altura, a mulher já estava farta de puxar pela carteira e, aborrecida, virou-se para a filha e disse:
            - Vai-te com o diabo, rapariga, que me levas tudo o que tenho!

            Ninguém prestou atenção a estas palavras, mas passado pouco tempo , quando foram pela rapariga, não a encontraram em casa nem na vizinhança. Toda a gente ficou muito aflita, principalmente os pais e o noivo. Começaram então a procurar em lugares mais distantes, até que, sem saber mais onde procurar, foram para a serra e chegaram junto de um precipício a que chamam de Caldeirinha. Desceram o mais depressa que puderam a vereda perigosa que conduz até à entrada de forma arredondada que conduz não se sabe onde? Ainda mais surpresas e aflitos ficaram, quando viram ali as galochas da rapariga e acreditaram que ela estava dentro da Caldeirinha.

            Foram buscar cordas muito fortes, ataram-nas umas às outras e o noivo amarrou-se. Cheio de medo por não saber o que ia encontrar lá dentro, foi descido pelo buraco escuro e medonho. No fundo encontrou a infeliz rapariga, tremendo de medo e aparvalhada. Amarrou-a também com as cordas e lá subiram os dois.
O pior estava passado!   Mas quando questionaram a rapariga como tinha ido ali parar, ela não sabia ao certo.
            Então a mãe lembrou-se da blasfémia que tinha dito, tendo-a entregue ao diabo. Ele, que anda sempre à procura de almas, levara-a logo para o lugar onde se costumava esconder, a Caldeirinha.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 01:45

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