Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

31
Jan 10

 

            Esta lenda é originária da cidade de Faro. Do seu nome mais antigo que se conhece é Harune, depois passou a Haron, de Haron passou a Farão e só passado o século XVI é que o topónimo se estabeleceu em Faro.
            Pois ao tempo desta lenda ainda era Farão e o Rio Seco ainda era beneficiado com a entrada das marés.
 
            Esta lenda passou-se com a Joana, uma linda e graciosa rapariga que estava a lavar um monte de roupa no rio, que lhe mandou a mãe, enquanto lavava a roupa ia cantando, pois a sua voz era linda, de repente, Joana olhou as águas. E teve um estremecimento. Havia um homem junto de si!
 
            Joana voltou-se e encarou-o. Era jovem e bonito. Mouro, decerto era da fortaleza que havia mais em cima. Cumprimentaram-se, ela enleada. Ele gabou-lhe a voz e disse que precisava de falar-lhe, que deixasse a roupa que faltava lavar para o dia seguinte. Insistindo ela no que queria, respondeu-lhe o mouro vir ao seu chamado, o que muito a surpreendeu, pois não só não o conhecia como nem o chamara! Ele disse que gostava dela, propôs-lhe casamento e Joana sempre a dizer que não.  
 
            O mouro, então, pediu-lhe que ela pensasse até ao dia seguinte, mas não trouxesse a mãe consigo, que aquilo era coisa só entre eles. E também, por isso mesmo, nada dissesse em casa. E lá foi ela ouvir da mãe um raspanete por não ter lavado a roupa toda. Porém, a mãe achou-a esquisita e pô-la a falar. A filha contou-lhe tudo e foi a mãe que lhe disse como ela chamara o mouro: com uma cantiga!
 
Cuidando do meu cuidado
Fui ao rio para lavar
Mas logo um mouro encantado
Apareceu a meu lado
Para comigo casar.
Mas porque é mouro encantado
Cristã não pode levar!
 
             A mãe aconselhou-a a levar uma cruz e a obrigá-lo a jurar por ela. Assim se veria se ele tinha boas intenções. E a rapariga assim fez. Disposta a casar com ele, bastaria que o mouro se prestasse aquela pequena prova. Doutro modo seria o que a mãe mais temia: tratar-se-ia de um dos mouros encantados no palácio que havia por debaixo do rio...
            Lá se encontraram os jovens no rio, logo na manhã seguinte, tal como o combinado. Ele hesitou mas acabou por estender a mão sobre a cruz e jurar que casava com ela e a amava. Porém, ao fazer isto, ouviu-se um trovão, fugiu-lhe o cavalo e ele desapareceu também para nunca mais aparecer.
            Que pena, era tão bonito... lamentou-se a rapariga!
            E assim se salvou Joana.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 02:50

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