Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

03
Fev 10

 

            James Braid (1795-1860), nasceu em Fife e estudou na University of Edinburgh. Ele trabalhou como um neurocirurgião perto de Lancashire (Escócia), por um curto período de tempo e, em seguida, mudou-se para Manchester, Inglaterra, onde trabalhou como oftalmologista e clínico geral.

            James Braid começou a interessar-se pelo mesmerismo em Novembro 1841, Depois de assistir a algumas manifestações de Charles Lafontaine. Convencido de que ele poderia descobrir a chave para explicar o fenómeno. James Braid fez grandes esforços para estudar o fenómeno da hipnose.
            O Dr. Braid foi um dos iniciadores do hipnotismo moderno, não acreditando no magnetismo antigo.
 
            O paciente deve fixar persistentemente um ponto colocado de tal maneira que ele tenha de obliquar o olhar para ver ou, então, o hipnotizador deve fitar com insistência o paciente entre os olhos. O tempo necessário para adormecer varia com o grau de sensibilidade do paciente, e com a prática e olhar penetrante do hipnotizador. Parece que o Dr. James Braid, nada mais fazia, pelo menos deliberadamente. Mas é possível que de vez em quando, alguma coisa diria ao paciente, o que seria suficiente para fazer a sugestão verbal e provocar a hipnose, tanto mais que Braid tinha grande fama e, isto só por si, já constituía motivo suficiente para o paciente se auto-sugestionar, a ponto de ser hipnotizado quando Braid apenas o fixava com o seu penetrante olhar.
 
            O Dr. Braid descreveu o seu processo de hipnotização por meio de um objecto brilhante colocado de 25 a 45 cm dos olhos do paciente numa posição tal, acima da testa, que a pessoa tinha de fazer um esforço dos músculos dos olhos e das pálpebras para o fixar.
            Insistia com o paciente para que prendesse a atenção ao objecto, o que pouco difere do processo de fixar a mão que Faria descrevera e executara trinta anos antes. Mas, por fim, Braid acabou por adoptar o processo da simples sugestão tal como descreveu Faria.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
James Braid hipnotizando a sua esposa
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 20:30

02
Fev 10

 

            A tendência de iniciar o processo hipnótico com o levantamento dos braços e das mãos, vem-se generalizando desde os primórdios do hipnotismo científico. A levitação dos braços pode ocorrer, como dissemos, em função do próprio transe, independentemente de sugestões específicas. Mas, como quer que seja, o hipnotizador sugere esse movimento a título de reforço e antecipação.
 
            Foram Erickson e Wolberg que deram maior divulgação a esse recurso técnico de indução. E os seus métodos têm a vantagem, nada desprezável, de permitir ao paciente marcar ele próprio o passo para entrar em transe.
 
            Com ligeiras variantes, ditadas pelas circunstâncias e natureza do paciente, o método de Erickson e Wolberg consiste no que se segue: o operador, sentado defronte ou ao lado do paciente, preferentemente numa cadeira vulgar, inicia o processo de indução com estas palavras:
 
            - Afrouxe os músculos, as mãos sobre os joelhos… vá prestando toda a atenção nas suas mãos. Procure registar tudo o que sentir em relação a elas. É possível que sinta calor ou o peso das suas mãos sobre as pernas. Às vezes um formigueiro… Não importa qual seja a sensação que experimentar. O que importa, é registá-la… vá prestando atenção no que sentir… Repare, agora, na imobilidade das mãos… como estão imóveis! Mas isso não vai continuar assim… em breve, um dos dedos começará a mover-se. Qual deles se moverá primeiro? O indicador? O polegar? Não se pode prever. Será primeiro um dedo da mão direita? Ou da mão esquerda? Repare.
 
            Um já começou a mover-se… Preste atenção… outro… agora os dedos vão-se abrindo. Estão-se separando cada vez mais… Fique atento… espaçando-se cada vez mais. Agora as pontas dos dedos vão-se levantar… as pontas levantam-se! Agora também as mãos vão começar a levantar-se. Também os braços se levantam… Quando as suas mãos chegarem à altura do seu rosto, você estará profundamente adormecido (ou hipnotizado). À medida que as suas mãos se aproximam do seu rosto, o seu sono (hipnose) afunda-se. Ao tocarem o rosto, você estará em sono profundo. Durma tranquilamente… nada o molesta, nada o preocupa… A sua mente não acolhe nenhum pensamento… você está perfeitamente à vontade… Está-se sentindo perfeitamente bem… é uma sensação agradável de perfeito bem-estar… só ouve a minha voz… só eu posso acordá-lo…
 
PROF. KIBER SITHERC
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 19:37

24
Jan 10

 

            As teorias sobre hipnotismo só tomaram um aspecto mais científico e sobretudo mais conhecido, com o aparecimento de Franz  Anton  Mesmer. Esse médico austríaco que, depois de ter feito várias experiências em alguns doentes com ímanes magnéticos, julgou ter descoberto um remédio universal para curar qualquer enfermidade. Esse remédio era o “Fluído magnético”, fluído este espalhado em todos os corpos e subordinados a leis misteriosas. Mesmer chamou a esse fluído “magnetismo animal”.
 
            Desde que se conseguisse a sua conveniente distribuição, todos os males sarariam. E assim fazia as práticas magnéticas no propósito de bem orientar a distribuição desses fluidos. As ideias de Mesmer não eram bem recebidas pelos círculos médicos de Viena, apesar de ser bem sucedido.
 
            Intimado pelas autoridades, Mesmer dirigiu-se a Paris, onde fazendo estas práticas adquiriu grande fama e fortuna. De 1778 a 1785 o triunfo foi extraordinário. A Academia das Ciências e a Sociedade Real de Medicina de Paris foram convidados a pronunciar-se sobre o assunto. Foi então que surgiram as descrenças e a reputação de Mesmer começou a abalar e, o seu prestígio a desabar e, por isso resolveu abandonar Paris. Viveu algum tempo sob nome suposto na Inglaterra, tendo depois voltado a Áustria, onde morreu em completa obscuridade.
            O magnetismo então passou a ser conhecido por mesmerismo, que deixou muitos adeptos e sobretudo deu lugar a novas observações e novas teorias.  
 
            A técnica de Mesmer era a seguinte:
            A princípio, Mesmer empregava apenas o olhar e o toque das mãos. Com as costas voltadas para o Norte colocava o doente na sua frente, seus joelhos tocando nos joelhos do paciente, fixando olhos, as mãos sob os hipocondríacos ou região lombar, a fim de transmitir ao paciente o excesso do seu próprio fluído. Pretendia executar as suas curas como hoje ainda praticam alguns virtuosos, com passes mais ou menos espectaculosos.
            Mesmer era bem sucedido, mas apenas devido à sugestão, que era facilitada pelo seu poder hipnótico e pela forma que obteve de hipnotizador. Recorreu a muitas práticas sugestivas como encher tanques com água que magnetizava para a cura dos enfermos.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:09

 

            Na mesma altura que faleceu Mesmer, apareceu em Paris um monge português, o padre José Custódio de Faria, mais conhecido sob o nome de Abade Faria. Nascido em Goa veio para Paris, entregou-se ao estudo do Hipnotismo, já tendo anteriormente adquirido conhecimentos básicos da matéria no Oriente. Foi o primeiro a lançar a doutrina da sugestão. Também foi o primeiro a mostrar que hipnose não era sinónimo de sono. Recomendava o relaxamento muscular ao paciente, fitava-lhe firmemente os olhos e em seguida ordenava em voz alta: “Durma”! A ordem era várias vezes repetida. E, consoante as experiências modernas, os elementos mais susceptíveis entravam imediatamente em transe hipnótico.
           
            O Abade Faria foi o primeiro hipnotizador na acepção científica da palavra, a reconhecer o lado subjectivo do fenómeno em toda a sua extensão. Foi o primeiro a propagar que a hipnose se produzia e se explicava em função do paciente. O transe estava no próprio paciente e, não era devido a nenhuma influência magnética do hipnotizador.
 
            O método mais conhecido do Abade Faria é o seguinte:
            Depois de sentado o paciente, o operador coloca-se de pé diante dele e pede-lhe para olhar para as costas da sua mão direita, que conserva aberta sobre o peito. O operador fixa bem o paciente nos olhos e diz-lhe que pense que vai dormir. De repente baixa a mão e aproxima-se mais dele e diz-lhe, brusca e imperativamente: “Durma!” Se o efeito não se produz imediatamente, o operador aproxima-se do paciente colocando-lhe a ponta do indicador sobre a testa, ordena-lhe mais uma vez: “Durma!” e o efeito pode vir agora ou depois de algumas novas tentativas.
            Este método é mais uma fascinação, isto é, um meio brusco de choque repentino de causar hipnose por uma sugestão violenta. Mas só convém aplicar em indivíduos muito sensíveis à sugestão hipnótica para ter a certeza do êxito.
            O Abade Faria era famoso como fascinador, mas quem ele ia hipnotizar, já estava na pré-disposição, ou já estava sob uma influência que facilmente permitia hipnotizar-se. Para acordar os seus pacientes servia-se o Abade Faria do mesmo processo sugestivo. À voz de “desperte” os seus pacientes acordavam.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
  

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 21:27

 

            O método da auto-visualização é um dos métodos mais tipicamente subjectivos, nas práticas do hipnotismo.
 
            O paciente acomoda-se numa cadeira, poltrona ou sofá, recebe a recomendação de imaginar-se a si mesmo (assentado ou deitado), de olhos fechados, enquanto ele próprio se esforçará durante algum tempo por manter os olhos abertos.
            Agora você vai imaginar-se a si mesmo. Imagine-se pois de olhos fechados dormindo. Mas, enquanto a sua imagem visualizada está de olhos fechados, você continuará de olhos abertos, enquanto puder.
            Você está conseguindo imaginar-se a si mesmo de olhos fechados, dormindo? (O paciente responderá afirmativamente, com um movimento da cabeça ou da mão). Você vai sentindo sono também… A exemplo da sua imagem, você vai entrando também num profundo sono… Você está sentindo sono, também… você não consegue ficar com os olhos abertos, pensando em si mesmo de olhos fechados… você também vai fechando os olhos… já está querendo dormir também…
 
            Este método tem-se mostrado particularmente eficiente com certos pacientes refractários aos processos menos subjectivos de indução. Já se disse que a hipnose se baseia, acima de tudo, nas leis da imaginação. E imaginar, é antes de mais nada visualizar, ver mentalmente.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 17:12

 

            O método da estrela, é uma técnica muito usada no mundo do hipnotismo, é uma técnica cuja autoria não nos parece conhecida, este método foi usado por vários hipnotizadores.
            Estando o paciente bem acomodado na cadeira ou no sofá, com os músculos relaxados ordena-se ao paciente que feche os olhos, sem qualquer tentativa prévia de fascinação.
            - Você agora vai usar de toda a capacidade de concentração nas minhas palavras… toda a sua força de imaginação nas minhas palavras… toda a sua capacidade de concentração no que lhe vou sugerir.
            O paciente está na expectativa, ainda não sabe o que sugerirá. Após uma pausa de, pelo menos, dez segundos:
 
            - Uma estrela solitária no céu… fixe bem lentamente… lentamente, a estrela aproxima-se de você. E, à medida que a estrela se aproxima, o seu brilho aumenta… a estrela, cada vez mais brilhante… aproxima-se cada vez mais. A estrela vem chegando cada vez mais perto…
            Há pacientes que nesta altura cobrem os olhos, embora fechados, a fim de proteger a vista contra o deslumbramento.
 
            - A estrela continua a aproximar-se… ela vem chegando cada vez mais perto… a estrela aproxima-se cada vez mais… a estrela vem chegando… chegando, cada vez mais se aproxima.
            Essas frases, repetidas com uma monotonia rítmica, não deixam de surtir efeito.
 
            - Agora, que a estrela está próxima, o movimento contrário… novamente a estrela se afasta para o céu distante… vamos agora acompanhar a estrela em sua fuga pelo espaço… até a estrela sumir de vista… até a estrela desaparecer completamente no céu.
            Há pacientes que levam a recomendação da estrela muito ao pé da letra. Afirmam laconicamente que não conseguem ver estrela alguma. Nem por isso a referida sugestão deixa, em muitos casos, de surtir efeito. A estrela, que paciente (mais auditivo do que visual) não consegue visualizar, troca-se frequentemente, pela voz do hipnotizador. Em lugar da estrela que se aproxima e depois se afasta até desaparecer no céu, entra a voz do hipnotizador. Quando ele, hipnotiza, afirma que a estrela vai fugindo, distanciando-se cada vez mais, até desaparecer de vista, é a sua voz que foge aos conscientes do paciente até emudecer.
 
            Alguns pacientes têm feito esta declaração:
            - Eu não tive forças para imaginar a estrela que o senhor sugeriu, mas, quando o senhor disse que a estrela ia desaparecendo, o que desapareceu foi a sua voz… e não ouvi mais nada até à hora de acordar.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 15:42

23
Jan 10

 

            Em algumas pessoas o poder sugestivo da voz desenvolve-se naturalmente até atingir um alto grau, sem que para isto tenham contribuído voluntariamente. O advogado, por exemplo, na constante lida da sua profissão, desenvolve-a constantemente e inadvertidamente, ora acusando este, ora defendendo aquele. E, pelo contínuo uso que dela faz, chega a arrebatar os ouvintes, conseguindo muitas vezes convencer os jurados e, até o próprio juiz. Quantas vezes este advogado ganha uma causa mais pelo prestígio da sua voz, da sua eloquência, do que propriamente pelas provas que apresenta!
            Vem a propósito citar aquela anedota dum advogado que, tendo conseguido a absolvição dum larápio, perguntou ao seu cliente:
            - Então, que tal achou o meu discurso?
            - Esplêndido, senhor doutor, Antes de V. Ex.ª falar estava convencido que tinha roubado, mas depois de o ter ouvido, já não sou da mesma opinião!
 
            Por uma voz enérgica não se compreende uma voz áspera, desagradável, mas sim aquela que impera no espírito por persuasão, aquela que não admite réplica.
            Uma voz dura nunca foi recomendável num hipnotizador, porque de nada lhe serve; em vez de bom êxito, seria o fracasso no coroamento dos seus esforços.
 
            Julgam muitas pessoas que convencem facilmente, gritando ou empregando grandes e repetidos gestos. Outras há ainda que para convencer não faz o menor esforço: falam por falar com voz monótona que aborrece. Para falar e principalmente quando se deseja convencer, deve falar-se com um tom de voz penetrante e sugestivo. Não se deve falar alto. De modo algum frouxa ou duvidosamente, pois deve ter-se em vista que é mais fácil acreditar numa palavra menos verdadeira dita dum modo firme, do que noutra anunciada afrouxamento, sem convicção e, por conseguinte, denotando falta de verdade.
            Empregar pois, de futuro, ao falar, um tom firme, convicto e tranquilo.
            Nada de estender os braços em grandes gestos para acentuar afirmações ou manifestar impaciência.
            Não irritar nunca por ouvir frases desagradáveis, mas em lugar de ira que redunda em perda de energia, responder com altiva frieza de forma a mostrar que se é superior por pensar a quem ofende.
 
            A voz nunca deve trair comoção, nem por outra forma exterior, especialmente pelos músculos do rosto, se deve manifestar o pensamento que actua no cérebro, ou a emoção determinada por factos, que pela sua importância, influam no sistema nervoso.
            Ser delicado sem ser demasiado atencioso, pois que os favores repetidos, sem serem solicitados, denotam submissão.
           
            Se você conhecedor do modo de dirigir a vontade, a primeira impressão que inspira é de simpatia. Nada o altera nem inquieta. Mostra-se sempre sossegado, atencioso, nunca falando mais alto que o necessário para ser ouvido, porém, quem com ele trate, instintivamente o respeita, porque reconhece que por detrás dessas boas qualidades, possui uma força irresistível que poderá empregar quando lhe aprouver esse poder. Não fale pois, senão em assuntos que conheça bem, nem emita opiniões sobre assuntos para si desconhecidos.
            Não fale irreflectidamente. Lembre-se que, se nalgumas ocasiões, a palavra é de prata, o silêncio é de ouro. Aproveite todas as ocasiões para a prática do bem falar.
            Um amigo ou uma pessoa íntima pode ir observando o seu progresso, apontando os seus erros e pontos fracos, podendo mesmo auxiliar, mantendo consigo conversações de exercício e dando uma opinião sincera. Ao cabo de algum tempo, sem dúvida, terá progredido no dom da palavra, pois ela será o mais forte apoio para o seu trabalho em quase todas as fases do estudo do hipnotismo. Esta mesma faculdade, será ao mesmo tempo preciosa para o desenvolvimento da sua personalidade, isto é, da sua influência pessoal, que terá uma acção primordial na sua vida particular, íntima, de trabalho ou de negócio.
 
            A voz deve ser bem articulada, cheia, clara, sem hesitações, quente e convincente, dominadora mas simpática, sem autoridade.
            A voz é susceptível de ser desenvolvida por exercícios adequados. Depois disso torna-se duma grande utilidade para o hipnotizador, principalmente no tratamento das doenças em que a sugestão representa um papel preponderante.
           
            A voz não adestrada é quase sem acção, sem energia sugestiva e, por isso torna-se incapaz de levar o espírito do paciente a executar uma ordem. É quase nula na realização.
            Recomendamos o exercício que se segue, para desenvolver a força sugestiva da voz.
 
            Exercício
            Escolhei, para praticar este exercício, um aposento sossegado, onde ninguém vos possa importunar.
            Aproximai-vos então dum espelho onde se reflicta o vosso corpo inteiro. Fixai a vossa imagem, na raiz do nariz, entre os dois olhos, sem pestanejar, dizei num tom sereno mas convincente, como se falásseis a outra pessoa:
            - A minha voz é poderosa… ninguém lhe pode resistir… é convincente… ninguém pode fugir à sua influência sugestiva… Todos me obedecerão a uma simples ordem… Infundo respeito e admiração… a minha voz cativa os corações… é forte, mas agradável…
            E depois repeti, soletrando, pausadamente as sílabas:
            - A mi… nha voz é po… de… ro… sa.
            - Nin… guém lhe re… sis… te.
            Esta sugestão, que se repete várias vezes, deve ser dita convictamente, em tom que não admite réplica.
            Depois de algum tempo, verificareis que as vossas opiniões serão respeitadas pelos que vos rodeiam e aceites como as mais razoáveis.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 23:42

 

            O olhar é uma força poderosíssima. Pelo olhar podemos fascinar os nossos semelhantes cativá-los e comunicar-lhes os nossos pensamentos.
            Todavia, nem todos gozam, dum poder hipnótico do olhar suficientemente desenvolvido, para exercerem uma influência notável sobre os seus semelhantes. Mas o estudo exercido e inteligente é capaz de dar aos olhos um brilho penetrante e um poder fora do normal.
            O olhar é uma das primeiras faculdades do hipnotizador e, por isso, deve ser desenvolvido.
            É necessário que o olhar seja firme, brilhante, expressivo e dominador, sem contudo ser feroz com a expressão de querer aterrar as pessoas. A maneira de olhar constitui uma fonte de força e acção. Este é um dos pontos em que deve insistir, todo aquele que estuda a ciência do hipnotismo.
            O olhar directo ou olhar central, consiste em fixar a vista entre os olhos das pessoas, na raiz do nariz. No decurso de conversação, enquanto se está falando e, principalmente ao chegar ao ponto que mais nos interessa, deve-se olhar fixamente para a raiz do nariz e, assim conservar o olhar, enquanto estamos desenvolvendo as nossas ideias.
            Os exercícios que vamos passar a expor, desenvolverão altamente e em pouco tempo o poder hipnótico do olhar, a ponto de vos admirardes dos progressos obtidos.
 
            Primeiro exercício.     
            Sentai-vos comodamente defronte de um espelho.
            Relaxai os músculos, repousando as mãos abertas sobre os joelhos ou sobre os braços da cadeira.
            Olhai então fixamente e sem pestanejar a imagem reflectida, na raiz do nariz, entre os dois olhos.
            Permanecei assim pelo tempo que vos for possível, sem abusar da fadiga dos olhos.
            Este exercício, que deverá ser praticado duas vezes por dia, fará lacrimejar a princípio, mas com o tempo isso desaparecerá.
            É conveniente, no entanto, que, se tal suceder em demasia, se faça terminar o exercício para recomeçar mais tarde, quando a fadiga já tenha desaparecido.
 
            Segundo exercício.
            Colocai-vos no meio do quarto. Dirigi a vista para a aresta do diedro formado pelo tecto com a parede (isto sem levantar a cabeça), isolai-vos de todo o pensamento e percorrei com a vista, lentamente, a moldura que faz essa junção, de ponta em ponta, sem mexer a cabeça.
            Depois de algumas semanas, podeis simplificar este exercício fixando uma linha imaginária numa parede, nas águas tranquilas dum lago, ou simplesmente no espaço.
            Este exercício é praticado independentemente dos outros, a qualquer hora do dia.
 
            Terceiro exercício.
            Dando-se o caso de vos encontrardes num teatro ou cinema, sentado por detrás de alguém, fixai-lhe a nuca, sem pestanejar, esforçando-vos mentalmente para que essa pessoa se volte. Se tiverdes sorte e encontrardes um bom paciente, vê-lo-eis levar bruscamente a mão à nuca, olhar para trás, dando todas as demonstrações de se encontrar pouco à vontade; noutros a influência será nula ou quase nula.
            É de grande vantagem observar o aumento da firmeza do olhar que se consegue dia a dia, fazer quotidianamente um apontamento, designando data e tempo em que começa e termina o exercício e indicando a sua duração.
 
            Fazendo estes exercícios todos os dias e, possivelmente mais que uma vez ao dia, progredirá rapidamente. Não é necessariamente abrir desmedidamente os olhos nem fazer uma cara apavorada ou apavorante. Mesmo enquanto faz os seus trabalhos habituais não é difícil manter, de vez em quando, os olhos fixos e firmes, isto é, sem mover as pálpebras. Dentro de pouco tempo fará isto maquinalmente, e desenvolverá um olhar que fará baixar o olhar de todas as outras pessoas e, que influenciará as pessoas não exercitadas desprevenidas ou conhecedoras destes fenómenos.
            Não deverá fixar o Sol ou quaisquer luzes fortes, porque só lhe faria mal, podendo mesmo provocar uma irritação nos olhos.
            Pouco a pouco adquirirá um poder de penetração que perturbará quem o olhe, e o seu olhar de mirada magnética intensa terá uma acção que dominará muitas pessoas.
            Estes exercícios não têm qualquer acção nociva sobre a vista, desenvolvendo-a até muscularmente, alcançando um maior grau de penetração visual, o que evitará a usual “vista cansada”. E esta ginástica visual, pode melhorar muito a quem já tenha a vista cansada. Claro que, para quem tem a vista débil de nascença ou que use óculos, terá uma importante dificuldade; no entanto, não deve essa pessoa perder as esperanças, pois terá outros recursos para hipnotizar, sem ter que usar o olhar. Procure neste tag os vários processos de hipnotizar.
 
PROF. KIBER SITHERC
 
 
kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 15:04

21
Jan 10

 

            As experiências da hipnose animal foram anteriores às da hipnose humana, efectivamente, foi em 1646, em Roma, que teve lugar esta experiência, feita pelo padre jesuíta Athanasius Kircher.
            Esta experiência célebre, está na origem das diversas técnicas, posteriormente desenvolvidas e a sua interpretação, põe os problemas teóricos essenciais que se discutem actualmente. Esta experiência, feita por Kircher foi muito importante na história do hipnotismo.
 
            A experiência do padre Kircher foi a seguinte: Uma galinha, cujas patas estão amarradas, é deitada sobre uma tábua, de lado ou de barriga para baixo. Depois de um período de agitação volta a ficar calma. Então, traça-se, com um giz, sobre a tábua, um traço que parte do bico. Se, depois. Se lhe desamarrarem as patas, ela permanece imóvel. Para a “acordar” é necessário bater-lhe ao de leve ou fazer barulho.
            Segundo o padre Kircher, a galinha acalma-se a partir do momento em que perante a inutilidade dos seus esforços para se libertar, ela “se submete ao seu vencedor”. Quando este a liberta das cordas, ela permanece, no entanto, no seu lugar, porque a sua imaginação interpreta o traço, como um laço e, permanece em estado de imobilidade. É assim que o padre Kircher, ao invocar o medo, a submissão e a imaginação da galinha dá, de certa maneira, à sua explicação uma orientação psicológica, que viria a ser retomada por diversos e numerosos investigadores e, revela-se igualmente vital para a interpretação da hipnose humana.
            Poderemos simplesmente, embalar suavemente a galinha, e poderemos retirar lentamente as nossas mãos que a seguram e, ela continuará nessa posição, supondo que não se pode mover. Contudo, não é fácil obter nela um estado profundo (porque não percebe as nossas sugestões ou a nossa fala). Ela poderá mover-se e voltará à normalidade, logo que sinta qualquer outro contacto.
 
            Entre os numerosos experimentadores que se dedicaram à hipnose animal, particularmente a partir do fim do séc. XIX, é conveniente citar Czermak, Preyer, Danilevski, Mongold, Volgyesi e Svorad. As experiências destes e doutros autores foram efectuadas nas mais diversas espécies: mamíferos, pássaros, répteis, batráquios, insectos, aranhas, crustáceos, peixes, etc.
 
            Não parece ser simples hipnotizar animais (excepto algumas aves). Porém, é possível hipnotizar, e mais profundamente, não só algumas aves mas alguns mamíferos, por fascinação, com uma luz intensa e súbita. Chama-se isto mais vulgarmente “encandear”. Assim se consegue fascinar pássaros, peixes e alguns mamíferos e insectos. Há mesmo uma maneira de pescar ao candeio em que os peixes são atraídos por uma luz intensa, ficando ofuscados ou encadeados e, logo são apanhados com uma rede ou à mão. Os pardais, numa árvore de noite escura, ao esconder-se repentinamente uma forte luz sob essa árvore, grande parte deles caem para o chão fascinados pela luz, a qual lhes feriu a retina ao abrir os olhos e lhes paralisou, sem dúvida, a por momentos a inteligência.
 
            Os insectos, sobretudo os que voam são facilmente fascinados e atraídos a uma luz forte, em redor da qual esvoaçam, por vezes até se matarem queimados, se a luz vem duma chama. A luz e sobretudo a chama têm uma acção hipnótica também nos seres humanos. A nossa vista fica presa ao contemplar uma fogueira, como que deslumbrados. Começa nisto a mania do fogo. Trata-se duma auto-sugestão inconsciente, que é também uma auto-sugestão causada pelo aspecto perigoso da altura ou fundura, provocando a ideia de morte no caso de se cair.
            Todos estes fenómenos psíquicos de sugestão, estão intimamente relacionados com os fenómenos hipnóticos nos humanos e, em muitos outros animais. Também é possível ao homem hipnotizar serpentes por meio de uma música cadente e harmoniosa.
           
            Na Índia, os faquires usam este meio para encantar as serpentes, exibindo-se assim em público para obter esmolas.
            Tem acontecido, cobras procurarem e aproximarem-se de onde ouvem música melodiosa. Mas, uma vez terminada a música, termina o estado de encantamento, isto e, de hipnose superficial e nunca a cobra chega a cair numa hipnose profunda até à insensibilidade.
 
PROF. KIBER SITHERC 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 22:30

 

            O homem não é o único que exerce a fascinação visual.
            Os animais também gozam desta faculdade. Há alguns que se servem do olhar como uma arma defensiva e ofensiva. Como exemplo frisante temos o gato que fixa insistentemente o rato antes de o apanhar. O mesmo sucede com algumas aves de rapina, que esvoaçam sobre a vítima até fazer cair num estado de torpor tal que não podem fazer qualquer movimento.
 
            As cobras, principalmente exercem um grande poder com o olhar. Tem-se visto pessoas hiper-sugestionáveis deixarem-se prender facilmente pela atracção misteriosa dos seus olhos hipnóticos. O caso que se segue foi passado com Sir W. W. Atkinson.
 
            “… Passando por entre algumas árvores, dei com os olhos numa cobra e comecei a fitá-la atentamente. Tinha ela cerca de dois pés de comprimento e os seus olhos brilhavam como dois diamantes. Durante algum tempo não vi mais do que aqueles olhos terríveis que, luziam e apresentavam ao meu olhar espantado, todas as cores do prisma. Passado um momento, a cobra pôs-se em fuga, parecendo ansiosa por se ver longe de mim. Não sei dizer se o laço magnético que, me ligava aos meus olhos, fora quebrado por mim… tudo o que me lembro agora, depois de passados trinta e cinco anos, é que não senti receio ao dar com ela”.
 
            O sapo vulgar também tem grande poder. Um certo estudante de hipnotismo querendo um dia verificar até que ponto ia o poder do seu olhar, pôs-se a fitar persistentemente um sapo que encontrou no jardim de sua casa; sentiu que pouco a pouco um poder extraordinário ligava os seus olhos aos do animal, ao mesmo tempo que um entorpecimento gradual se ia apoderando do seu corpo. Foi preciso fazer um grande esforço para quebrar o laço de simpatia. Sobreveio-lhe uma fortíssima dor de cabeça que persistiu por algumas horas.
           
            Contudo, também não há dúvida de que o homem pode ser fascinado pelo olhar de um leão ou de um tigre. Acontece que caçadores principalmente, ao enfrentarem um desses animais, sentem-se como que atraídos com o olhar do leão ou do tigre, ficando até imobilizados de tal maneira que acabam por ser mortos e devorados. E, contudo, trata-se duma forte sugestão através apenas do olhar da fera e, da sua conhecida reputação de possuir enorme e irresistível força.
 
PROF. KIBER SITHERC
 

 

 

 

 

kiber-sitherc@sapo.pt
publicado por professorkibersitherc às 15:35

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

pesquisar
 
favoritos

A ORIGEM DO RISO

mais sobre mim
blogs SAPO