Esoterismo, Lendas, Mitos, Parapsicologia, Auto-Ajuda. kiber-sitherc@sapo.pt

11
Jan 11

 

            A primeira referência na imprensa relativamente ao "Enterro da Gata" reenvia-nos ao distante ano de 1889 e vem publicada no jornal "Aurora do Minho" com o título pomposo de "Enterro Xistoso". Lá se conta como um grupo de estudantes "para festejar o fim do ano e enterrar a gata" fizeram um "enterro xistoso e novo na espécie". A academia bracarense era então representada pelos estudantes do Liceu Nacional (hoje Escola Secundária Sá de Miranda), que estava sediado no Convento dos Congregados.

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            O primeiro interregno nas festividades aconteceu entre 1934/35 e 1959. Salazar usaria a mordaça para calar a irreverência aos minhotos. O luto decretado por Coimbra após as manifestações de 1969 levaria a segunda interrupção entre 1970 e 1989.

 

            No estudo solicitado em 1989 pela Associação Académica da Universidade do Minho ao director da Biblioteca Pública de Braga, Dr. Henrique Barreto Nunes, concluiu-se que o 1º Enterro da Gata se havia realizado em Maio de 1889. Assim, e passados exactamente 100 anos sobre o seu nascimento, era retomada a tradição, agora nas mãos dos estudantes da jovem Universidade do Minho. A "gata" representa o indesejado insucesso escolar. É feito um velório em que a "Gata" é transportada pelas artérias da cidade seguida por um séquito que não pára de chorar a "finada".

 

             As festas têm a duração de uma semana e realizam-se todos os anos no início do mês de Maio.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 19:32

07
Jan 11

 

            Na Lezíria do Tejo é bem patente a íntima ligação das gentes com a sua cultura e tradições. É a arte trazida pelos nossos antepassados, ainda hoje sentida e vivida, que orgulhosamente queremos preservar. É por isso que aqui continua a respirar-se folclore. Danças, cantares, ritmos e movimentos que se executam com a pujança ímpar de uma terra assumida na integridade. A ribatejana.

 

            Já no Século XVIII se ouviu falar da dança do Fandango, tida como originária de Espanha, isto apesar de alguns autores admitirem nela reminiscências de danças árabes. Mas o Fandango enraizou-se em Portugal há muito tempo e é bailado em quase todo o país. Já Bocage se refere a esta dança. Também Gil Vicente usou, por vezes, o termo «esfandangado». O escritor inglês Richard Twiss, que visitou Portugal em 1772, diz que viu «o Fandango dançado em Portugal com grande galanteria e muita expressão». Por sua vez, corria ainda o Século XVIII, o arquitecto inglês James Murphy, ao descrever os costumes dos portugueses dizia “Quando o dia de trabalho está passado (...) o português afina a guitarra que associa à dança do Fandango”. No mesmo trabalho, o autor apresenta até uma gravura, representando um homem e uma mulher a dançar o fandango.

 

            Em tempos passados, o fandango era caracterizado por ser dançado pela mulher de forma sensual. Ao mesmo tempo, o homem galanteava a mulher, cantava e gritava, juntando também gestos, na época considerados obscenos. Era tido como uma dança de sedução entre homem e mulher.

 

            No início do Século XIX, o Fandango era dançado e, por vezes, cantado pelos vários estratos sociais, sendo considerado por alguns visitantes estrangeiros como a verdadeira dança nacional. Ao longo da sua história foi dançado e bailado, tanto em salões nobres e teatros populares de Lisboa, como nas ruas, feiras, festas e tabernas, normalmente entre homem e mulher, entre pares de homens ou entre pares de mulheres. Nesses tempos idos, os bailadores dançavam também em pleno campo, defronte das árvores. Os mais hábeis tentavam a sorte a “fandangar” nas tabernas, com um copo de vinho na cabeça, sem o entornar.

 

            Hoje em dia, o Fandango é dançado em quase todas as províncias de Portugal, através das mais diversas formas musicais e coreográficas. Actualmente existem, só no Ribatejo, quase vinte variantes de fandangos, tocados não só por acordeões, mas também por pífaros, gaitas-de-beiços, harmónios e clarinetes. Nas suas variadas nuances, o fandango pode ser também uma versão apenas instrumental, pode ser cantado, dançado em roda ou dançado a pares com várias combinações - homem/homem (mais frequente), homem/mulher (nalguns casos) e mulher/mulher (raramente), para além de pequenos grupos.

 

            No Ribatejo, a versão mais conhecida é aquela que se denomina por "Fandango da Lezíria", dançada entre dois campinos vestidos com "fato de gala". Trata-se de uma dança de agilidade entre dois homens, onde se adivinha uma espécie de torneio de jogo de pés, em que o homem pretende atrair as atenções femininas, através da destreza dos seus movimentos, promovendo a coragem, a altivez e a vaidade do homem ribatejano.

 

            O poeta Augusto Barreiros, num trabalho ao qual intitulou de “Aguarela Ribatejana”, escreve assim sobre o Fandango: “ A dança é uma briga. Um duelo frenético em que dois competidores se medem, a princípio receosos, logo mais desenvoltados. Os sapatos de salto de prateleira, a que teve o cuidado de tirar as esporas, exigem resposta pronta às frases cantadas que atiram de jacto. O homem quer ganhar a sua vitória (...)”.

 

            O Fandango está enraizado entre os portugueses, mas é, por excelência, a dança ribatejana, descrevendo na perfeição aquilo que foi e ainda é o Ribatejo.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 19:39

01
Jan 11

 

            O chocalheiro aparece no dia 26 de Dezembro e depois no dia de Ano Novo. Carregada de simbolismo, aquela figura mitológica é encomendada desde tempos ancestrais. «Pessoas que se vêem aflitas fazem a promessa ao Deus Menino de fazer de chocalheiro, nesse ano, pelos mais diversos motivos.

 

            O que mais manda é que faz de chocalheiro», dizem as pessoas com orgulho.

            As «mandas» (acto de leiloar o fato do chocalheiro) fazem-se no dia anterior e em local secretamente combinado. O quantitativo das promessas atinge, por vezes, as dezenas de contos.

 

            O chocalheiro aparece vestido de linho grosso e tem, na cabeça, uma máscara de madeira, com chifres, na qual está esculpida uma serpente. Do queixo sai-lhe uma barbicha de bode e, na parte da nuca, tem pendurada uma bexiga de porco que esvoaça ao vento. Numa das mãos leva uma tenaz de ferreiro, com a qual faz a recolha de peças de fumeiro, e, à cinta, uma serpente de grande porte, feita em tecido.

 

            De acordo com o historiador António Mourinho, "estes elementos estão carregados de simbologia mitológica e ritualismo gentílico".

 

            Manda a tradição que este misto de profano e sagrado, até porque o chocalheiro faz a recolha de fundos para a igreja, só entre no templo quando despir a farda, porque o mesmo, na opinião de muitos, representa o diabo.

 

            Estas figuras aparecem, também, em várias localidades do Nordeste Transmontano, com principal incidência na zona da Lombada (Bragança) e na Terra de Miranda, casos do Velho de Vale de Porco, o Farandulo de Tó (Mogadouro) a Velha de Vila Chã, o Carocho e a Sécia de Constantim (Miranda do Douro) são ainda uma realidade bem patente da cultura profana da tradição transmontana.

 

            Estes rituais do solstício de Inverno têm um profundo significado mitológico. São ritos de iniciação cuja origem se perde no tempo.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:18

 

            A pé, por entre o denso mato que ladeava o caminho até à praia, com a adrenalina e a jovialidade dos 18 anos a aquecerem os corpos apertados pelo gelo de Inverno. Assim que pisaram o areal, os oito rapazes de Lisboa despiram-se, deram uns toques numa bola e atiraram-se à água. Depois correram de novo até à mata para apanharem paus e acenderem uma fogueira que lhes matasse o frio.

 

            Foi assim no dia 1 de Janeiro de 1943. Estava lançada a tradição do primeiro banho do ano na praia de Carcavelos, em Cascais. Ritual que foi reunindo mais simpatizantes ao longo dos anos, com a inauguração da Estrada Marginal e a ampliação da linha de comboio até Oeiras a darem um forte impulso a esta adesão.

 

            Sábado, 1 de Janeiro de 2011, 67 anos depois, o ritual voltou a cumprir-se pelo grupo dos Narcisos, antigo Briosa B, que gosta de ostentar o título de "o mais antigo do mundo". No mesmo sítio, à mesma hora. Mas já não com a presença dos pioneiros desta proeza. Agora com outros aderentes mais novos que prometem, com o mesmo afinco, não deixar morrer a tradição.

 

            Dos oito jovens motivados pela aventura de "fazer cá o que já se fazia lá fora", apenas um resiste, agora já não tão jovem como outrora. Alguns já faleceram, outros deixaram de aparecer. Do grupo inicial dos Narcisos, composto por António Santos, Zé da Gama, Gastão, Zé Olaio, Toni, Mini, Manuel da Bobadela e Fidalgo, só Santos, como é conhecido, não permitiu ainda que os seus 85 anos o impedissem de ser o primeiro a chegar à praia no dia de Ano Novo. Mesmo que desta vez as dificuldades de locomoção o tenham obrigado a ficar a assistir de perto, lamentando os tempos mais saudáveis de praticante de atletismo no Sporting.

 

            Faça sol ou chuva, a história repete-se. Há 67 anos e sem interrupções. Às oito da manhã, António Santos chega para prender ao chão a lona que publicita o grupo e os seus 67 anos de história, assim como o chapéu e a mesa que guardam o bolo-rei, os outros doces de Natal e as bebidas para aquecer o ambiente.

 

            O cabelo todo branco condiz com o fato de treino com letras pretas a reclamar a identidade do grupo mais antigo e que é suficiente para enfrentar o frio da manhã. "Agora é Verão. Antes era a sério, caía gelo, pedra e tudo. Vínhamos de sobretudo e cobertores", comenta, recordando tempos em que se vestiam debaixo dos barcos de pesca. Além disso, "o frio é uma mentalização", assegura quem toma sempre duche com água fria.

 

            Mais tarde, perto das dez horas marcadas para a concentração, chegam os outros adeptos do primeiro banho. Ao meio-dia, o último de doze foguetes lançados para o ar dá o mote ao mergulho. Este quer-se rápido e animado para atenuar o frio que se faz sentir mais à saída, pois se no mar a temperatura chega a 14 graus, na praia desce para 8 Frio? Não, assegura Santos. "A gente vai com uma alegria tão grande que nem sente!"

 

            Em 2008 foram apenas dez os "Narcisos" que se banharam nas águas da praia de Carcavelos. Embora outros se tenham juntado à festa para assistir a um episódio cuja fama traz todos os anos muitos à praia neste dia. Agora os tempos são diferentes. A banda de Carcavelos já não toca e o Narciso, que deu nome ao grupo e patrocinou durante anos o almoço no restaurante junto à praia, já cá não está.

 

            António Santos garante que os mais velhos e os novos aderentes vão chegando para manter o grupo que proporcionou tantos momentos de alegria a tanta gente. "Eram histórias giras... Giras mas macacas!", recorda, hoje reformado da profissão de electricista, pai de três filhos, avô de quatro netos e bisavô de um bisneto.

 

            Observando fotografias antigas, algumas com décadas, agarra-se aos pormenores das imagens a preto e branco para avivar a memória e atirar uma data. "Aqui este andava de bicicleta, deve ter sido lá para 93... Esta estava gorda, já foi depois de casar, para aí há 30 anos", diz, como se o há três décadas tivesse sido ontem. E com a mesma convicção de que no próximo ano a 1 de Janeiro, lá conta estar para dar as boas-vindas ao ano novo.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 22:43

22
Dez 10

 

            A origem não é clara, mas tem o seu nome no aspecto que dá quando é apresentada à mesa. Uma amálgama de cores e pedaços de comida todos envolvidos uns com os outros, tendo o bacalhau formas de pedaços cortados ao acaso com as mãos, como se acabasse de se rasgar.

 

            A roupa-velha é um prato típico do norte de Portugal, em que se aproveitam os restos da consoada que já se fez mais abundante para que a roupa-velha possa ser feita no almoço do dia de Natal.

 

            Também há quem faça em vez do bacalhau as carnes vermelhas. Há quem chame a receita com o bacalhau “farrapo-velho” e à “roupa-velha” a substituição da carne. Mas o nome mais usual do norte de Portugal é a chamada: roupa-velha.

 

            Preparação:

 

            Cortam-se aos bocadinhos a couve, o bacalhau e as batatas que sobraram da consoada.

            Picam-se alguns dentes de alho e alouram-se em azeite. Juntam-se as couves, o bacalhau e as batatas, mexe-se e deixa-se ao lume apenas o tempo necessário para aquecer bem.

 

            Depois é só servir. Bom apetite!

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 01:43

21
Dez 10

 

            Na ceia de Natal dita a tradição portuguesa que se coma o bacalhau. Mas, a origem do consumo deste peixe remonta aos vikings, considerados os pioneiros na descoberta do bacalhau, pois a espécie era abundante nos mares que navegavam. A falta de sal na época fazia com que se limitassem a secar este peixe ao ar livre, até endurecer, para depois ser consumido aos pedaços nas longas viagens que faziam pelos oceanos.

 

            Mas, foi nas costas de Espanha que os bascos começaram a salgar o bacalhau e depois a secá-lo para uma melhor conservação. Este método garantia a sua durabilidade, assim como mantinha os seus nutrientes e apurava o paladar. Por volta do ano 1000, o bacalhau passou a ser comercializado pelos bascos.

 

            Devido ao facto de na época os métodos de conservação serem precários e de os alimentos se degradarem facilmente, o bacalhau revolucionou a alimentação.

 

            Também o calendário cristão, imposto pela Igreja Católica a partir da Idade Média, contribuiu para o aumento do consumo desse peixe. Os cristãos deviam obedecer a dias de jejum, o que levava as pessoas a excluírem a carne da sua alimentação. O bacalhau, como era mais barato, tornou-se no alimento escolhido pelo povo durante as festas religiosas, como o Natal e a Páscoa.

 

            Com o passar dos séculos, o jejum foi desaparecendo, mas a tradição do bacalhau, sobretudo na ceia de Natal, manteve-se intacta até aos nossos dias.

 

            Inicialmente como alimento barato e presente na mesa da população mais pobre, depois da Segunda Guerra Mundial o bacalhau tornou-se num produto só consumido pelos mais ricos. A escassez de alimentos em toda a Europa levou à subida de preço do bacalhau e o seu consumo restringiu-se às camadas mais elevadas da sociedade. Os mais pobres apenas se davam ao luxo do seu consumo nas principais festas cristãs, o que também contribuiu para a tradição do seu consumo na ceia de Natal

 

            O bacalhau foi uma revolução na alimentação, porque na época os alimentos estragavam pela precária conservação e tinham sua comercialização limitada (a geladeira surgiu no século XX). O método de salgar e secar o alimento, além de garantir a sua perfeita conservação mantinha todos os nutrientes e apurava o paladar. A carne do bacalhau ainda facilitava a sua conservação salgada e seca, devido ao baixíssimo teor de gordura e à alta concentração de proteínas.

 

            Um produto de tamanho valor sempre despertou o interesse comercial dos países com frotas pesqueiras. Em 1510, Portugal e Inglaterra firmaram um acordo contra a França. Em 1532, o controle da pesca do bacalhau na Islândia deflagrou um conflito entre ingleses e alemães conhecido como as "Guerras do Bacalhau". Em 1585, outro grande conflito envolveu ingleses e espanhóis.

 

            Por isso, ao longo dos séculos, várias legislações e tratados internacionais foram assinados para regular os direitos de pesca e comercialização do tão cobiçado pescado. Actualmente, com a espécie ameaçada de extinção em vários países, como o Canadá, tratados internacionais de controlo da pesca estão sendo revistos, com o objectivo de assegurar a reprodução e a preservação do "Príncipe dos Mares".

  

            Devemos aos portugueses o reconhecimento por terem sido os primeiros a introduzir, na alimentação, este peixe precioso, universalmente conhecido e apreciado".

(Auguste Escoffier, chef-de-cuisine francês, 1903).

 

            Os portugueses descobriram o bacalhau no século XV, na época das grandes navegações. Precisavam de produtos que não fossem perecíveis, que suportassem as longas viagens, que levavam às vezes mais de 3 meses de travessia pelo Atlântico.

 

            Fizeram tentativas com vários peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar o peixe ideal perto do Pólo Norte. Foram os portugueses os primeiros a ir pescar o bacalhau na Terra Nova (Canadá), que foi descoberta em 1497. Existem registos de que em 1508 o bacalhau correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal.

 

            Já em 1596, no reinado de D. Manuel, se mandava cobrar o dízimo da pescaria da Terra Nova nos portos de Entre Douro e Minho. Também pescavam o bacalhau na costa da África.

 

            O bacalhau foi imediatamente incorporado aos hábitos alimentares e é até hoje uma de suas principais tradições. Os portugueses se tornaram os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamado por eles carinhosamente de "fiel amigo". Este termo carinhoso dá bem uma ideia do papel do bacalhau na alimentação dos portugueses.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 23:07

13
Dez 10

 

 

            Coimbra faz a festa aos seus doutores na "Queima das Fitas". Veste as cores das suas Faculdades e diverte-se à grande!

 

            A festa dos estudantes, que se celebra em Maio, converteu-se num cartaz turístico de Coimbra, atraindo milhares de espectadores para assistir a desfiles, bailes e serenatas. Estas festas celebram o final do ano académico e o início do mês de estudos que antecede os exames finais.

 

            Uma onda de alegria e entusiasmo invade Coimbra quando uma multidão de estudantes se reúne junto à Sé Velha a ouvir a tradicional serenata. É esta Canção de Coimbra que dá início à célebre festa académica, a "Queima das Fitas".

 

            Durante uma semana, a cidade é marcada por inúmeros eventos culturais, com destaque para o Sarau Académico, o Baile de Gala, a Garraiada na Figueira da Foz, o Chá Dançante, entre outras. Mas o dia mais concorrido e com maior significado é no Largo da Feira que se comemora. Queima-se aí o "grelo" no penico da Praxe e soltam-se as fitas largas da cor de cada faculdade, símbolo da nova condição de finalistas.

 

            Esta festa acaba sempre com um espectáculo de alegria e cor. Do topo dos carros alegóricos os estudantes saúdam a multidão descendo até à Baixa, abraçando a cidade com toda a sua euforia e irreverência.

 

            Coimbra não dorme! Cada uma das suas faculdades oferece-lhe uma semana em cheio, com muita magia, cores, canções e alegria.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 22:56

 

            Al-zuleique é a palavra árabe que originou o português azulejo e designava a "pequena pedra lisa e polida" usada pelos muçulmanos, no tempo da Idade Média.

 

            A forma como usavam os azulejos para decorar chão e paredes agradou à realeza, e por isso, começaram a ser produzidos em Portugal no final do século XV. Ganharam um lugar privilegiado na arquitectura ao longo dos séculos e podemos dizer que Portugal os adoptou de forma ímpar, como em nenhum outro país europeu.

 

            Foi no século XVIII que o azulejo "invadiu" igrejas e conventos, palácios e casas, jardins, fontes e escadarias. Com padrões geométricos, contando histórias da vida de santos ou temas profanos como as fábulas de La Fontaine, por vezes legendados como uma versão antiga de banda desenhada, tornou-se um dos principais elementos decorativos portugueses. Ao viajar pelo país, conhecerá um autêntico museu vivo da azulejaria mas é no Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, que poderá conhecer de forma única toda a sua história e a evolução técnica e artística, desde os primeiros tempos até à produção contemporânea.

           

            Apareceram primeiro nos jardins das casas mais nobres, como o Palácio de Queluz ou o Palácio Fronteira em Lisboa, onde se transformaram num registo genuíno dos costumes cortesãos da época. As fachadas da Capela das Almas e da Igreja de Santo Ildefonso, no Porto, impressionam pelo revestimento total a azul e branco e mostram como também as imagens dos santos saíram para a rua.

 

            Depois do grande terramoto de 1755, foi importante tê-los a proteger as casas. São Marçal apagava os fogos, São Francisco de Bórgia evitava os terramotos, Santa Bárbara acalmava as tempestades e N. Sr.ª da Conceição, patrona de Portugal, protegia de todos os males. Poderá encontrá-los nas ruas dos bairros históricos, como Alfama em Lisboa.

 

            Produzidos em larga escala, fáceis de aplicar e resistentes ao tempo, os azulejos passaram a revestir totalmente as fachadas com ritmos e cores. Os mais inovadores até os usaram para anunciar o que vendiam no interior das lojas.

 

            É fácil encontrá-los em qualquer cidade ou vila portuguesa. Se viajar de comboio esteja atento às estações decoradas com painéis de azulejo, autênticas galerias de arte que retratam os costumes locais. Visite a estação de São Bento no Porto. Vários painéis, com um total de 20 mil azulejos, relatam a história dos caminhos-de-ferro, assim como episódios célebres da história de Portugal.

 

            O azulejo é um suporte tão versátil que continua a ser adoptado pelas expressões artísticas mais modernas, integradas em espaços públicos. Maria Keil, na via que passa pelo Aqueduto de Lisboa, ou Júlio Resende, no seguimento da Ponte D. Luís no Porto, são dois artistas que o usaram, animando grandes espaços de entrada nas cidades.

 

PROF. KIBER SITHERC 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 21:23

11
Dez 10

 

            Em todas as freguesias do concelho de Aljezur, as festas são um elemento cultural importante na vida das suas gentes. Festividades religiosas ou populares, festivais, feiras ou mercados marcam momentos especiais.

 

            Destacam-se dois eventos de carácter regular que marcam o concelho a nível regional e mesmo nacional: as Comemorações do Feriado Municipal a 29 de Agosto, associadas a uma tradição centenária com muita expressão na região que consistia num banho de mar, o famoso banho 29, acreditando-se que a água neste dia era benta, e o Festival da Batata-doce de Aljezur, no mês de Outubro/Novembro, aliando a vertente gastronómica à promoção dos produtos locais de enorme qualidade.

 

            A Feira da Filhó e dos Fritos de Aljezur, no primeiro trimestre do ano, a Feira da Terra, dedicada aos produtos locais, no primeiro Sábado de cada mês entre Junho e Outubro, a Festa dos Pescadores, na Arrifana, no último fim-de-semana de Julho, o Festival de Folclore, no Rogil e as festas populares pelas freguesias, em Agosto, a Festa em Honra de Nossa Senhora da Alva, padroeira de Aljezur, no primeiro fim-de-semana de Setembro, são alguns dos eventos mais relevantes realizados anualmente.

 

            As feiras, outrora locais de mostra de produtos da região, agora já se caracterizam pela venda global de vestuário, calçado, louça, mobiliários, legumes, frutos secos, artesanato, entre uma infinidade de artigos a preços mais acessíveis. Continuam no entanto, a assumir um papel de ponto de encontro e convívio entre as gentes locais e vindas de outros concelhos do sul do país.

 

            Destacam-se a Feira do Rogil realizada no 3º Domingo de Agosto, a Feira de Odeceixe no 1º Domingo de Setembro, a Feira de Aljezur no último Domingo de Setembro e a Feira das Alfambras no 1º Sábado de Outubro.

 

            Os mercados, com carácter mensal, realizam-se em Aljezur na terceira Segunda-feira de cada mês e no Rogil no quarto Domingo.

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 22:39

 

            Entre 30 de Novembro e 2 de Dezembro.  

 

            O município de Aljezur e a Associação de Produtores da Batata Doce de Aljezur promovem, entre os próximos dias 30 de Novembro e 2 de Dezembro, o Festival da Batata Doce de Aljezur, no Pavilhão de Feiras da localidade.

 

            Associando-se à marca "Sabores e Saberes Vicentinos – O Melhor de Aljezur", este evento destaca a gastronomia ligada ao campo e ao espaço rural, especialmente a batata-doce de Aljezur.

 

            O certame visa promover e divulgar a batata-doce, as actividades económicas existentes no concelho, as actividades associadas ao artesanato e dar a conhecer os principais produtos do concelho e da região algarvia.

 

            O evento vai contar não só com a participação de restaurantes e tasquinhas do concelho, como também de doceiras e artesãos.

 

            O espaço de venda de batata-doce vai apresentar o produto confeccionado para todos os gostos: assada nos fornos de lenha existentes no local, frita e cozida, assim como ao natural (ensacada), para quem quiser levar para casa.

 

            Para animar, concertos, artes circenses e actividades dirigidas ao público infanto-juvenil serão constantes pelo recinto durante os três dias de festival. 

 

PROF. KIBER SITHERC

 

 

 

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publicado por professorkibersitherc às 21:11

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